02 Junho 2006

O imundo falando do sujo

Advogado do PCC recebe voz de prisão.
Após ouvir de um deputado "o senhor aprende rápido com a malandragem", o advogado respondeu: "a gente aprende rápido aqui (no Congresso)".

Que absurdo disse o advogado! Coitadinhos dos parlamentares, que, a despeito de baixos salários, dão um duro danado e quase não têm férias e recessos... E coitadinhos principalmente porque são todos de alma pura, de índoles irretocáveis que só fazem por lustrar e alvejar a santa imagem do Congresso Nacional, que é exemplo para o mundo, sem nenhuma manchinha de atos ilicitos ou procedimentos condenáveis em qualquer esfera (tô tentando evitar a palavra corrupção, que é muito pesada...).
Como se não bastasse, especialistas afirmam que desacato a oficial público denota até 2 anos de detenção - ou reclusão, sei lá -, o que não possibilita prisão em flagrante. E o advogado saiu algemado. Ou seja, que gafe! Não seria abuso de poder?Longe de mim estar defendendo o tal advogado. Todavia, o imundo falando do sujo é um negócio que me faz rir, embora de tristeza.
Ê, Brasil, quem será por nós?
Sinto-me um pouco estranho por terminar um post sem xingar ninguém, sem mandar que ninguém se foda, ou que pelo menos vá à merda. Mas, como não quero ser preso (não pelo que eu disse acima, que também foi dito, com outras palavras, por comentaristas políticos de renome), excepcionalmente hoje me abstenho e não vou proferir ao Congresso Nacional ou aos parlamentares nenhum tipo de difamação.
Tenham todos um bom dia!

3 Comments:

Anonymous Faerum said...

Xingue a vontade, caro amigo.
Ninguem mais parece ligar pro que o povo diz, certo? ;)
Abraços

4/8/06 20:11  
Anonymous Cacau said...

Esse país não tem mais jeito, não.
Assim que eu puder, sumo daqui.

Parabéns pelo trabalho no blog do Faerum. Ficou lindo de viver. :)

4/8/06 20:12  
Anonymous Walter Egos said...

Obs.:
Os comentários acima estão com data e hora erradas, por terem sido trazidos do outro sistema de comentários.

4/8/06 20:13  

Postar um comentário

<< Home